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quarta-feira, 31 de março de 2010

Homofobia

Calma, calma!! Imagino o que estariam pensando muitos" mas o que isso?" ou " que cara preconceituoso!". Nada disso. O assunto refere-se a pecha imposta ao vencedor do Big Brother, o gaúcho Marcelo Dourado. "Homofóbico" gritaram alguns, nesses alguns eu me refiro aos jornalistas-colunistas, entre eles cito José Simão, que escreve para alguns jornais importantes do país, inclusive o Jornal do comércio. Mas pergunto: qual o problema?
Até onde sei fobia quer dizer medo, ou seja, imputaram a ele medo de homossexuais. No meu entender ele não tem medo, mas sim não esta acostumado a conviver com eles(homossexuais), e mais, fez questão de dizer que é heterossexual, e nunca disse que detestava, odiava ou queria a morte de todos os homossexuais. Botaram opiniões e pensamentos, na boca e na cabeça dele.
è o que costuma acontecer sempre que alguém emite seus sentimentos quanto ao que gosta, imputam logo que ele não gosta de outra coisa. sou gremista logo, odeio colorados, sou heterossexual, logo odeio homossexuais, sou branco, logo odeio negros. NÃO É O PENSO NEM O QUE SINTO, mas é o que gostam de dizer, pelo simples motivo que não simpatizaram com aquela pessoa.
Outra coisa é o politicamente correto que funciona só para um lado. Se alguém aparece com a camiseta onde está escrito: "Preto é legal" tudo certo, mas se ele aparece com uma camiseta escrito:"branco é legal" , pronto é racista! De novo NÃO É QUE PENSO NEM O QUE SINTO, apenas defendo o direito que as pessoas tem de expor suas opiniões, obviamente sem agressões nem desrespeito ou preconceito. Marcelo Dourado apenas disse que é heterossexual... só.
Em Londres, diversos cartazes de propaganda nos famosos onibus de dois andares com dizeres pregando orações para Deus entre outras coisas. Os ateus tiveram o mesmo direito de dizer o contrário mas nunca disseram que odeiam ou desrespeitaram Deus. Um bafafá sem tamanho.
Todos tem o mesmo direito de dar suas opiniões, sempre com respeito.
Em tempo: homofobia é um medo, o resto foi imputado por conta dos outros. E eu NÃO SOU HOMOFÓBICO.!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Casa pelo telhado - parte 2

Leio uma reportagem de que o MEC(Ministério da educação) pretende apresentar projeto para alterar a forma seriada dos três primeiros anos de vida escolar da criança para uma espécie de ciclo. Explicando, para os que não são do ramo: hoje nas escolas públicas e privadas temos o que chamado de estrutura seriada, ou seja, por séries(1ª, 2ª, 3ª séries...) e elas apresentam objetivos a serem alcançados. Caso isto não ocorra, a criança é reprovada. No caso dos ciclos, a criança não é exatamente reprovada, ela segue o seu curso normal com ênfase nas suas dificuldades, "respeitando-se" o tempo de aprendizagem dela.
Sou professor do magistério público já tem 11 anos, trabalho com educação escolar há quase 20 anos, portanto acho que posso dar meu pitaco nesta questão.
Como me referi no texto abaixo, novamente o governo começa a construção da casa pelo telhado. Pouco importa se o nome que damos é série ou ciclo. as crianças menos favorecidas chegam até as escola públicas completamente defasadas em relação às do ensino privado, que, em tese, possuem mais condições financeiras e, principalmente, estabilidade familiar e emocional. Por conta desse passado estruturado as crianças apresentam infinitamente mais condições de aprender do que as do ensino público, e mais especificamente, das periferias brasileiras. O percentual de reprovação nos três primeiros anos do ensino, nos colégios particulares é baixíssimo. E não por que, como dizem muitos, os pais estão pagando, mas sim porque a família e a escola trabalham juntas em torno da criança.
Este é o ponto, falta estruturação das famílias das periferias brasileiras, este é o grande investimento a ser feito. Mas não venham me dizer que o bolsa- família é um investimento, incentivo ou coisa parecida. Este paternalismo governamental é que está acabando com tudo, efeitos estes já sentidos nas escola há um bom tempo.
Retomando: a criança entra na escola com seis anos, mas sequer passou por uma educação infantil de qualidade, as antigas creches. Não tem uma base de convivência social, ou seja não aprendeu sequer a ficar sentada em uma cadeira ou segurar um lápis para efetuar um desenho. Não tem uma alimentação condizente desde os primórdios de sua vida. è sabido que a desnutrição, e digo mais, a má nutrição são fatores que contribuem para que a criança não consiga aprender , captar e compreender o que está sendo passado pelos professores.
Diante disto, não importa se chamamos de repetência ou não, o fato é um só, a criança não vai aprender, pois não teve embasamento emocional e social por parte da família.
Digo e afirmo: 70% ou mais dos alunos que completam o ensino fundamental(1º grau para os mais antigos) não deveriam, sequer, estar na 5ª série, o que dirá frequentar o ensino médio.
Daí vem o ENEM, que não avalia absolutamente nada, e os empurra para a universidade, e se transformarão em profissionais sem nenhuma qualificação.
Para ilustrar essa defasagem das criança das favelas para as outras exemplifico usando meu filho: ele tem 3 anos e 10 meses e já reconhece o seu nome, o nome da irmã, e dos pais, e tem curiosidade em saber o que está escrito em cartazes e outras coisas. Muitas crianças da escola em que leciono com 9, 10 anos de idade, mal sabem reconhecer o seu próprio nome, alguns nem as cores reconhecem! Como eles irão competir com o meu filho? Essa crianças estão fadadas ao fracasso.
Como acabar com isso? Emprego para as famílias, leis rígidas para pais relapsos, e fim do bolsa-família, que transforma as família em meras fábricas de reprodução humana para abocanhar uns trocados, que muitas vezes, alimentarão o crime.
Simples assim? Claro que não, mas se ninguém começar... não vale dizer que as pessoas não fazem sua parte, centenas de ONGs patrocinadas por ilustres e desconhecidos estão aí, mas é pouco pois não abrange a grande parte da população. Os governo é que tem de estabelecer prioridades para a educação. Em 20 anos nosso país seria um potência mundial.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Casa pelo telhado

Algum tempo atrás, assisti um documentário sobre a engenharia japonesa e sua evolução. Os japoneses tiveram que aprender na marra a se adaptar ao seu terreno. O solo japonês é pouco produtivo em termos agrícolas,, muito montanhoso, vulcânico e, como se não bastasse, frequentemente treme a terra por lá.
Por causa destes fatores a engenharia japonesa evoluiu muito, a tal ponto que eles criaram umas espécies de amortecedores para os prédios poderem ter mais oscilação que o normal para evitar que ao máximo a queda. Outra máxima dos engenheiros da terra do sol nascente é iniciar a construção dos prédios pelo telhado e depois, literalmente subir o telhado com macacos hidráulicos, construir o último andar e assim por diante. fiquei estupefato com o maquinario envolvido e com os detalhados projetos para se concluir toda a função. E, obviamente, que funciona perfeitamente.
Nossa engenharia, ao que sei, não tem toda essa evolução, ainda bem, pois seria um sinal de que aqui os terremotos já teriam chegado.
Mas nossos políticos, leia-se governo brasileiro, parece que quer implantar o trabalho oriental... na educação. O governo investe muito para que os estudantes tenham acesso às universidades brasileiras. Oferece o ENEM, prouni, entre outros projetos para garantir que milhares de brasileiros tenham uma graduação.
Ao mesmo tempo tem pouco foco na educação de base, com isso falo da base mesmo: educação infantil e de 1ª à 4ª série. Este pedaço da vida estudantil do Brasil é que dará garantias reais de que a maioria da população ingressará nas universidades brasileiras, e sem qualquer paternalismo por parte do governo. Não adianta reforçarmos o fim da vida estudantil. Estamos formando, cada vez mais, péssimos profissionais em todas as áreas de . Pessoas com dificuldades de raciocínio, compreensão, praticamente analfabetos funcionais. As provas da OAB que o digam. Pouco mais de 30% passam nas nas provas da ordem. Médicos despreparados para atuarem, engenheiros sem nenhuma noção do estão fazendo e professores completamente ineficientes.
Assim como os japoneses, começamos a construir nossa casa pelo telhado, mas, ao contrário deles, nossa base não suportará a menor trepidação... já não está suportando.