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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bobagens e mais Bobagens.

No dia de hoje a novidade é a greve deflagrada às pressas pelo magistério público estadual. Como todos já sabem sou um professor público, não muito afeito a esses protestos mas entendo perfeitamente os motivos do protesto e acompanho do meu modo.
É impressionante as coisas que se ouvem a respeito desta greve. Cheguei a ler um artigo de uma ex-professora, cujo o nome não me lembro, dizendo entre outras tantas bobagens que era contra a greve e que os professores que não estivessem satisfeitos deveriam fazer como ela: sair do magistério. Até entendo que quem não está satisfeito deva sair, mas em uma questão meramente pessoal. Não podemos simplesmente abandonar a profissão pela qual batalhamos, apenas porque não estamos satisfeitos, devemos, isso sim, lutar para melhorar as condições de ensino e de aprendizagem. Por causa de pessoas como esta senhora é que não temos lutas por melhoria sociais, pois muitos não entendem a abrangência do serviço público. Um policial que ganha mal não pode trabalhar bem, mas se todos os policiais resolverem abandonar o serviço público por não estarem satisfeitos não teremos mais policiais nas ruas. E como faremos então?
Se todos os professores tomarem a mesma decisão desta senhora acabará o magistério público!! Como farão os que não podem pagar um colégio privado? Certamente não é o caso desta senhora.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Futuro(parte 2)

Os pais novamente. Eles é que são a base de tudo, a família. Sem ela não se chega a lugar nenhum. E as crianças que frequentam a escola em que trabalho, muitas delas, sofrem com esse descaso familiar. E nesse ponto está a origem de todos os problemas. Cansei de ver pais que foram chamados à escola para conversar sobre os problemas que seus filhos apresentam, dizerem simplesmente "ah professor, o que eu vou fazer? Ele não quer mais vir." Como assim não quer mais vir? Afinal de contas eles são ou não os pais daquela criança? Como uma criança( ou pré-adolescente, como queiram) de dez ou doze anos não quer mais ir à escola e os pais simplesmente não dizem nada? essa omissão familiar é que causa o restante dos problemas futuros. A criança já viu que foi abandonada pela família, nada pior para ela. O restante é conversa para boi dormir. A criança não aprenderá nada na escola, pois já não consegue e não vê motivo para isso. E os professores sabem disso, mas estão impotentes diante da situação. Sabem que seus alunos tem outras questões por trás do péssimo aprendizado mas o que fazer?

O Futuro( parte 1)

Estou neste exato momento teclando estas linhas acompanhado de minha filha menor, 3 meses, e, como sou professor, pensando no futuro dela, que na minha mente, sempre passará pela educação. A educação escolar eu quero dizer, pois educação familiar eu garanto que ela terá, ao contrário de muitos outros filhos que observo por aí. Só para deixar bem claro, educador, para mim, é pai e mãe, professor é outra conversa.
Pois bem, ao pensar no futuro dela, observo que muitos profissionais que atuam no mercado atualmente tem deixado muito a desejar na questão de interpretação das situações diversas que se apresentam. Tenho observado muitas falhas na escrita, na fala e na compreensão. E isto passa pela educação escolar que é muito fraca no sentido de exigir que os alunos atinjam objetivos mais altos. Por exemplo, na escola em que trabalho as professoras das séries iniciais( 1ª a 4ª) tem muitas dificuldades em avançar com o currículo pois as crianças tem sérios problemas de defasagem no aprendizado. Apenas para citar um outro exemplo dentro deste, não poucos os casos de alunos que repetem a primeira série por três ou quatro anos e são passados para frente mesmo sem saber ler, e seguem nesse rumo, repetindo por dois ou mais anos cada série e sendo avançados sem saber absolutamente nada. Quero deixar uma coisa bem clara, trabalho lá dentro e vejo a preocupação das professoras que fazem de tudo para fazer com que as crianças aprendam. Usam todo o seu conhecimento e técnicas, possíveis e imagináveis, para que as crianças captem o conteúdo, antes que alguém diga " é culpa desses professores que não sabem ensinar", eu digo antes, eles sabem sim, a questão é outra, trabalham com as piores condições, os piores materiais e sem respaldo dos órgãos de governo e sem respaldo , na maioria dos casos, dos pais.

sábado, 11 de outubro de 2008

Filhos, política, economia...

Pois estou vivo. Faz tempo que não passo por aqui mas permaneço vivo. Neste meio tempo fiz cuidar de minha filha, que já está com quase três meses de vida e muita felicidade para mim. reorganizei meus horários. Nesses momentos é que a gente percebe que pode se colocar na própria agenda que o mundo não vai acabar. Reservei dois dias da semana exclusivamente para minha família, sem contar os fins de semana, é claro. Acompanhar o desenvolvimento deles é muito bom, cada segundo é completamente diferente do anterior, a velocidade com que eles se aperfeiçoam nas mais variadas situações é, simplesmente, fantástico. Num minuto não sabem sequer caminhar, no outro estão praticamente correndo. As dificuldades cresceram pelo fato de não trabalhar dois dias da semana, mas, em compensação, não existe dinheiro que pague estar perto dos meus filhos vendo eles rirem, chorarem, crescerem, enfim... viver.

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Enquanto isso, na política, Maria do Rosário do PT, e José Fogaça do PMDB, disputam o segundo turno nas eleições municipais. Minha candidata me surpreendeu, pois achei que não passaria da primeira etapa, mas o desgosto pelo PT está tão grande entre os eleitores, que nem a famosa militância do PT não apareceu muito neste pleito. Vamos ver no que vai dar, mas as pesquisas não são muito favoráveis. Maria do Rosário perdeu sua época, ou melhor, o os caciques do partido não deixaram ela aparecer, nem ela e nem outros políticos bons que o partido tem. Esse foi um problema que até agora o PT não solucionou, não conseguiu oxigenar o partido com novos nomes. Mas volto a dizer, a culpa foi dos seus caciques, porque bons nomes tinha e tem, basta deixá-los vir à tona e trabalhar para torná-los mais conhecidos da população.

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Na economia o mundo está abalado pelos problemas no sistema bancário norte-americano. Distribuíram crédito farto sem juros para a população e tomaram um calote homérico. Fuga de capital das bolsas pelo mundo, alta do dólar, quedas nas cotações das ações, 1929 está se repetindo com proporções maiores ainda por causa da globalização. Este ano já era para quem tinha dinheiro na bolsa, eu inclusive, snif, snif. Sofrenildo investe na bolsa.
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em contrapartida, meu time, o Grêmio, está na liderança do campeonato brasileiro, considerado por muitos, o campeonato mais difícil de se disputar. Dois pontos o separam do segundo colocado, o Palmeiras. mas já esteve sete pontos e poderia estar mais à frente ainda, mas enfim, coisas do futebol, sigo na torcida. Dá-lhe Grêmio!!!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Obra de Deus

Voltei depois de umas semanas atribulada, ter filho ocupa um pouco a pessoa. Sim isso mesmo, tive o prazer de acompanhar o nascimento da minha menina no último dia 15. Não sou uma pessoa que frequenta a igreja nem tenho muitas pretensões como um fervoroso religioso, mas tenho minha crença. Acredito na natureza e, por consequência, em um Deus, ou força superior, ou luz divina, ou quer que queiram chamar. Quando a gente presencia um nascimento nós passamos a ter outra visão a respeito do mundo. É impressionante a beleza de um parto, a complexidade da vida em toda a sua formação. É simplesmente esplendorosa a figura de uma mulher gestando. Resumindo: só pode ser obra de Deus. Já tenho um menino pequeno, mas a sensação permanece a mesma, me sinto completo, ser pai é uma das coisas mais maravilhosa que um homem pode desejar para a sua vida, simplesmente natural...

sábado, 5 de julho de 2008

Lei Seca

A nova do momento é a lei seca que entrou em vigor recentemente, coisa como duas semanas, em todo o país. Sou a favor. No início tive algumas restrições, achei radical demais para a cidade, pois bares teriam muito prejuízo, não teríamos mais o happy hour( apesar de eu muito pouco fazê-lo), pessoas que bebem sem nenhum exagero seriam prejudicadas, etc. Acontece que o objetivo da lei não é fazer parar de beber e sim acabar ou diminuir as mortes no trânsito, coisa que aconteceu de imediato. Escutei em um programa de rádio que estes dados são ainda tímidos( 37% menos mortes) e discordo, qualquer queda nos índices de mortalidade é muito significativa. Os bares já estão encontrando alternativas para minimizar os prejuízos, oferecem vans, pagar a corrida do táxi, cuidar dos carros, ou seja já estão se adequando aos problemas. Que esta lei venha para acabar de vez com as mortes no trânsito que já matou mais que muitas guerras pelo mundo. Viva a lei seca!

domingo, 22 de junho de 2008

Imigração Japonesa: educação é a base

Muito sério a questão educacional no nosso país. Primeira e unicamente porque não é respeitada como deveria. Os investimentos são rídiculos perto do que realmente deveriam ser. Falo neste assunto agora pois, como sabem, sou professor público e também porque com os cem anos da imigração japonesa sendo comemorados este ano, todas as matérias que vemos e ouvimos falam da importância que os japoneses dão para o ensino e o conhecimento. Não é para menos, pois li um artigo em Zero Hora que escreveu corretamente" não conheço nenhum japonês que esteja no programa do bolsa família" e eu incluo mais, não conheço nenhum japonês mendigo ou passando por dificuldades. Quando eles aportaram por estas terras eles trouxeram uma única coisa na bagagem: trabalho. E para se trabalhar tem que se ter conhecimento, estudo.
Só seremos uma nação de verdade quando dermos para a educação o verdadeiro valor que ela tem que ter: o de ser o principal objetivo de um povo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Enchentes e Paternalismo

Muito sério os problemas causados por um desastre natural. Recentemente, mais precisamente dos 2 a 4 deste mês tivemos aqui no rio Grande do Sul um ciclone extra tropical que causou muitos estragos. As cidades do Vale dos sinos na grande Porto Alegre sofreram com a cheia do rio dos sinos. Foram imagens impressionantes do alagamento. O que impressiona mesmo é a morosidade com que os órgãos oficias se manifestam nestas situações. Sempre a mesma conversa: precisamos de mantimentos, doações, etc. "Mas como! É um desastre natural, o que mais poderíamos fazer?". Desastres deste tipo acontecem seguidamente ao longo de muitos anos, não entendo ou não sei por que não é feito uma espécie de caixinha para este tipo de problema. Existe isto? Ou estou falando alguma besteira? Se for besteira paro por aqui.
Por outro lado, não entendo as famílias que são acometidas por estes problemas continuarem morando no mesmo local, sabendo que pode acontecer novamente. Novamente os órgãos oficiais não deveriam deixar as pessoas voltar para o local pois já se mostrou perigoso. Uma coisa é termos alagamentos de ruas como acontece seguidamente em Por to Alegre, outra coisa é enchente que já esta se tornando normal nesta localidade ribeirinhas do estado e grande Porto Alegre. Acredito que o assistencialismo é que transforma essas pessoas em meros pedintes e não se importam com essa situação. Este paternalismo governamental de dar luz de graça, vale gás, etc é que nos transforma em ociosos quase parasitas. Ou será que já somos?

domingo, 27 de abril de 2008

Caso Nardoni

Bueno, passei por aqui para dizer que estou vivo e acompanhando o caso da menina Isabella Nardoni. A perícia já concluiu que não existiu terceira pessoa, só havia o casal no apartamento, cada dia aparecem mais indícios contra o casal. Eles insistem em dizer que são inocentes. Semana passada deram uma entrevista desastrosa para o Fantástico, que advogados consultados disseram que só piorou a vida deles. sei que a justiça tem seus 'porquês" mas definitivamente não entendo essa morosidade em colocá-los como acusados neste caso. Esperam o quê exatamente? Sei que aparecerá algum jurista ou causídico que tentará me explicar que as coisas não são bem assim, etc, etc... mas francamente! acho que daqui a pouco descobrirão que na verdade a menina se matou, ela se jogou do famoso apartamento do sexto andar. Outro dia falo sobre a cobertura excessiva da imprensa.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Sensibilidades

Minha vida não tem nada de especial como a de muita gente neste mundo. Sou casado e bem casado, tenho um filho de 1 ano e dez meses e outra menina que está por vir. Uma maravilha!! Ter filhos, família, amigos, uma trabalho que você goste é muito bom mesmo. Mas o que me impressiona é que quando você comenta isso com alguém, naqueles encontros casuais em que nos deparamos todos os dias com alguns conhecidos, e perguntam a você"como vão as coisas?" e você responde que vão bem porque essa é a verdade, você comenta que tem filhos logo vem os dizeres do tipo " bah mas é uma trabalheira ter filhos" ou então " me lembro que o meu filho incomodou, incomodou...". Não entendo: se é tão ruim assim ter filhos por que os tiveram? Reclamam sempre que podem, será possível que não existe nenhum momento bom? Com meu filho não tem sido assim. Adoro todos os momentos que passo com ele. Não existe trabalheira que eu já não soubesse, muito antes de tê-lo, que iria passar. Mas as pessoa insistem em querer simplesmente não comentar que é bom ter filhos.Outra situação de sensibilidade total das pessoas foi o que me ocorreu esses dias. Descobri o sexo do meu próximo bebê. Como já disse trata-se de uma menina. Pai muito orgulhoso do feito, resolvi enviar mensagens para todas as pessoas que pude. Muitos recados atenciosos, carinhosos desejando saúde, etc. Para minha surpresa chegam recados muito sensíveis do tipo" tu vai ver que criar uma menina É MUITO MELHOR" ou então" meninas são mais calmas". De onde tiraram essas informações? Se dizem isto é porque não gostaram dos seus meninos? O que eu faço com o meu menino que eu adoro? Jogo fora? Eu adoro essa sensibilidade toda.Um menino é tão bom quanto uma menina por um simples motivo: são filhos! Terei os dois sexos e com certeza terei a mesma trabalheira e as mesmas alegrias. Alegrias estas que são, com toda a certeza, muito mais numerosas que o restante dos ítens. Filhos são maravilhosos! Os meus pelo menos são, os outros a julgar pela reclamação dos pais...
rascunho

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sem muito o que falar

Oi gente, passei por aqui para dizer que continuo vivo. Não estou muito assíduo pois sem esta máquina, a qual achei que nunca me faria falta e que chamamos de computador, em casa não estou muito frequente mas, enfim tá tudo certo não esqueci que tenho este blog e qual o seu objetivo. Até mais.